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Estou com dor na mão e na bunda. É suportável e está diminuindo a cada dia. Procurei atendimento pra tirar o raio x só por desencargo de consciência e fui recusada em 4 unidades particulares e 1 pública. Na UPA me mandaram procurar a emergência de um hospital de grande porte. Não me senti à vontade em chegar na emergência do Souza Aguiar sozinha, lúcida e orientada, com os membros e o traseiro aparentemente no lugar certo e com cor normal. Esse pequeno acidente foi meu chá revelação de que o nosso plano de saúde é muito ruim. A UPA pelo menos me deu uma injeção.
Há um ano eu estava sofrendo os sintomas da adenomiose. Abandonei a bicicleta e quase saí do Pilates. Agora que tá tudo sob controle eu voltei a pedalar, fazer caminhada e me juntei com a turma fitness do trabalho no desafio das escadas. Subindo 11 andares em menos de 3 minutos!
Aí vieram as férias. Tanto tempo livre que eu nem sei o que fazer. O corpo energizado como nunca foi antes, a smartband gameficando meu desempenho, meus batimentos cardíacos bem próximos ao do funcionário com metade da minha idade e lá fui eu segurar uma barra ao ar livre, com chão duro para aparar a queda. Como disse a enfermeira da UPA, "ainda bem que você tem a bunda grande".
As lesões estão se comportando bem, estão desinchando, o hematoma ficou bem claro, mas não posso me exercitar, não posso passear a cachorra, todas as articulações do quadril estão ressentidas porque eu consigo andar, sentar, levantar, mas para isso estou jogando peso nas estruturas vizinhas. Eu deveria ficar deitada com a bunda sobre almofadinha de pescoço, mas minha mãe está fazendo um show. Tentou me obrigar a ir ao hospital, se ofereceu pra botar meu prato, não me deixou carregar o carrinho do hortifruti usando a mão e o braço bons, diz que minha mão está horrível e eu digo que eu já bati essa mão mais de 10 vezes, eu sei que está tudo bem, já vi muito pior.
Caí sobre a mão pulando no colchão, caí da bicicleta, caí no pátio do trabalho, na escada, escorregando numa folha, uma bicicleta me atropelou, errei a largura da porta e soquei a parede, dei um puxão numa porta de ferro que só fechava na porrada e ela fechou no dedo. Teve uma vez que a mão inchou e doeu do mais absoluto nada. Um mês de fisioterapia sem saber "como é que eu vim parar aqui?" Eu acho que a primeira queda lesionou e consolidou errado, mas nenhum exame posterior mostrou nada.
Agora é só paciência para recuperar a forma enquanto isso é possível. Eu vejo minha mãe, ela até fez umas caminhadas e se alimentou bem a vida toda, era uma mulher com o corpo super energizado, agil, rápida, bem disposta, imparável. Hoje tudo acabou e ela se ressente. Ela fica com raiva quando me vê faxinando a cozinha à noite depois do trabalho e debocha quando me vê lavando a louça sobre um degrau improvisado para proteger meu ombro. O ombro e a cervical tão fudidos também mas essa é outra história.
? 21/08/26